{{'2017-06-16'| date:'longDate'}} Dica de Livro: O poder do agora - Silencie sua mente, mantenha-se no presente e viva em paz

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Se fizéssemos uma análise de tudo o que se passa em nossa mente durante um determinado tempo, perceberíamos que mais da metade dos nossos pensamentos são repetitivos, inúteis e – o pior de tudo – nocivos. Estamos quase sempre, de alguma forma, com a mente direcionada ao passado ou ao futuro, e são raros e curtos (quando existem) os momentos em que nos mantemos totalmente no momento presente. Esta atitude causa uma perda significativa de energia em qualquer pessoa, causando tristeza, depressão, compulsão e ansiedade, além de afastar a paz e a alegria, os dois sentimentos que caracterizam o estado natural de todo ser humano, segundo Eckhart Tolle, em O Poder do Agora, livro que explica de forma profunda como os pensamentos atuam com total poder sobre tudo o que sentimos e mostra o que podemos fazer para nos libertarmos deste poder negativo da mente para sermos felizes sem interrupção. O que Eckhart explica é que a resposta para o fim de todo o sofrimento está dentro de nós. Quem procura fora de si, colocando em primeiro lugar os bens, prazeres momentâneos, status e aprovação dos outros, não encontra a verdadeira felicidade, apenas migalhas dela. Ser feliz é se sentir bem por dentro, consigo mesmo, enquanto o que está fora de você fica em segundo plano. Mesmo que esteja acontecendo algo ruim externamente, problemas ou dificuldades, se você for capaz de lidar com isso mantendo seu equilíbrio e paz interna, você é feliz. Nossos pensamentos são como uma voz que nos acompanha o tempo inteiro e são totalmente responsáveis por estas sensações negativas. Algumas pessoas vivem com um torturador dentro de suas cabeças, e mal sabem que esta é a causa de sua angústia, infelicidade e até de doenças. O poder do agora O segredo para a paz ininterrupta, segundo Eckhart Tolle, é libertar-se da mente. É silenciando-a que conseguimos finalmente nos colocar inteiramente no momento presente, esquecer a ansiedade pelo futuro e a tristeza pelo passado e encontrar a verdadeira paz interior. Seja uma testemunha de seus pensamentos Comece a prestar atenção ao que a voz na sua mente diz, mas não a use para ouvir-se, separe-se dela. Sua mente é uma coisa, e você, como observador dela, é outra. Sinta como se estivesse olhando seus pensamentos de fora, exatamente como faz uma testemunha de qualquer situação. Se você prestar atenção ao seu pensamento usando ele mesmo, continuará dentro dele. Quando se separa e o observa como se ele não fosse mais você, o fluxo mental é interrompido, sua mente se esvazia e você sente sua presença com tanta intensidade que o pensamento se torna insignificante. Preste atenção total a qualquer atividade rotineira Toda vez que subir ou descer escadas, volte a atenção para seus passos, movimentos e toques dos pés no chão. Ao lavar as mãos, perceba o som, o contato da água, o cheiro do sabonete e como sua mão se movimenta. Ao dirigir, atente para o que seus pés e mãos fazem, ao barulho da rua, à visão do caminho. Quando volta sua atenção para estas ações, você limpa sua mente de outros pensamentos e coloca-se totalmente no agora, porque é isto que está acontecendo no presente. Qualquer outra coisa que você poderia estar pensando se não estivesse fazendo este exercício, estaria ligada ao passado ou ao futuro. Por mais simples que pareça, esta é uma técnica de meditação muito poderosa. Pergunte-se “O que está acontecendo dentro de mim nesse momento?”. Responda exatamente ao que a pergunta quer saber, mas não faça nenhuma análise, não reflita sobre a resposta. Simples assim. Este exercício funciona da mesma forma que o primeiro, separando você da perturbação de sua mente e tirando o foco do passado e do futuro, para te situar no presente. More no presente e faça visitas rápidas ao passado e ao futuro Não “crie” mais tempo, ou seja, não fique acrescentando passado e futuro ao seu presente. Você não precisa apagar definitivamente o passado, muito menos deixar de fazer planos para o futuro, e sim ter consciência de que o agora é o único tempo que você realmente tem. Faça com que seus pensamentos estejam na maior parte do tempo focados no presente, e quando precisar revisitar o passado para resolver algum assunto da sua vida ou planejar o futuro na intenção de progredir ou realizar sonhos, faça uma visita rápida a eles e volte ao agora, onde você deve estar para então agir. Destrua o sofrimento aceitando-o Manter-se consciente do que se passa dentro de você acaba com a ligação entre a mente e o sofrimento. Quando se sentir irritado, ansioso, com raiva ou triste, ao invés de tentar lutar contra estes sentimentos, apenas reconheça que eles estão ali e aceite-os. Não julgue nem analise, não permita que o sentimento ruim se transforme em uma avalanche de pensamentos, apenas observe. O sofrimento geralmente acontece quando levamos nossa mente ao passado. Desta forma, você se manterá presente e acabará com o pensamento auto-destruidor. Conecte-se com seu interior Feche os olhos e dirija a atenção para dentro do seu corpo. Sinta-o lá no fundo. Há vida dentro de você, nas suas mãos, braços, pernas, pés, abdômen, peito? Você consegue sentir a energia que faz palpitar e funcionar cada órgão e célula? Mantenha o foco na sensação que se passa no interior do seu corpo, perceba-se como um campo de energia. Não pense sobre isso, só sinta. Sua mente está totalmente livre de pensamentos sobre o passado e o futuro e não há nenhum sofrimento em você, apenas paz. Isso é estar no agora. Exercício de consciência corporal Ótimo para ser feito antes de dormir e ao acordar. Deitado, feche os olhos, relaxe e comece a escolher partes do corpo para dirigir sua atenção. Primeiro, sinta os dedos dos pés. Passe para os calcanhares. Então para os joelhos e vá lentamente mudando sua atenção e sentindo coxas, quadril, abdômen, peito, braços, mãos, pescoço, boca, orelhas e olhos. Pare por alguns segundos em cada um deles e você sentirá uma energia de vibração em cada um. Quando terminar, tente sentir a energia do seu corpo inteiro, como uma só. Esta é uma técnica de meditação que tem o poder de te colocar no agora, silenciar a mente, relaxar e também reforçar o sistema imunológico. Se o seu agora te faz infeliz… …e você foge para o passado ou se transporta para o futuro para fugir do presente, há três opções: abandone a situação, mude-a ou aceite-a totalmente. Se você quer ser feliz, precisa escolher uma delas imediatamente, mas o mais importante é que faça isso sem nenhum indício de negatividade. Sem medo, sem desculpas, sem tensão. Mantenha seu interior tranquilo e decida! Exercício de 3 minutos para cultivar a Presença Pare por 3 minutos e se observe: Como você se sente agora? Leve a sua atenção para o seu CORPO: O que o corpo sente, observe o respiro, se tem sensações de frio, calor, onde você sente o contato com o chão ou com as roupas Leve a sua atenção para as suas EMOÇÕES: Como você se sente agora? Perceba se tem emoções fortes ou de tranquilidade e calma Leve a sua atenção para a sua MENTE: o que você está pensando agora? Tente observar seus pensamentos sem se deixar levar por eles, ou seja, como se você estivesse se observando de fora. Leve a sua atenção para o seu CENTRO: Tente reconhecer o seu ponto de encontro com o seu eu autêntico e vital. Faça esse exercício regularmente, se possível todos os dias, pois o treino contínuo facilita cada vez mais a entrada em contato com o reino interior e com a vivência no agora, que leva a uma percepção da realidade mais rica e feliz. http://desassossegada.com.br/2014/03/10/o-poder-do-agora-silencie-sua-mente-mantenha-se-no-presente-e-viva-em-paz/


foto por Karen Costa
Engenheira de Alimentos, formada pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Gosta tanto das pessoas quanto gosta dos números. Apaixonada por viagens e por aprender cada dia mais, pois cada momento apresenta uma oportunidade para ser aproveitada. Acredita que a vida é feita de sonhos e vontade para realizá-los.



{{'2017-06-16'| date:'longDate'}} O poder da intuição

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Descubra como aquele palpite pode ser útil na hora de tomar uma decisão na vida. Aprenda a utilizar a intuição a seu favor - você vai se surpreender Pensamos, logo existimos. Desculpe-me, leitor, começar este texto assim, com um clichê já tão propagado da filosofia - e com a licença de ainda colocá-lo no plural, vá lá... Mas é difícil encontrar um argumento mais certeiro para definir a existência humana que nossa capacidade de pensar, não é mesmo? A verdade, entretanto, é que algo parece errado nesse raciocínio tão lógico. Errado, não. Talvez incompleto. Afinal, nós só nos tornamos efetivamente humanos na medida em que conseguimos combinar nossos pensamentos - e aí, vale incluir o que pensamos sobre os outros e o mundo ao nosso redor - com outras formas de conhecimento de que dispomos, como nossos sentimentos, nossas sensações e nossas intuições para percebermos o mundo que nos rodeia. Às vezes, mesmo quando a razão tenta nos demover de uma ideia que parece logicamente infundada, nós vamos lá, damos a cara a bater. Teimamos e, vez por outra, ainda provamos que nossa própria razão estava redondamente enganada. Afinal, nossa consciência de mundo não dá conta de ser tão racional assim - ou de buscar racionalidade em tudo. Por isso, somos capazes de perceber muitas coisas sem que elas passem pelo crivo da razão. Os sentimentos estão aí para comprovar. Quem nunca se apaixonou a ponto de perder as estribeiras da lógica? Outra forma de conhecimento não respaldada pela razão está na intuição, que vem do latim intueri e significa considerar, ver anteriormente. Sabe quando você tem a certeza de alguma coisa, mas não sabe explicar por que ou de onde ela veio? Pois então, isso é uma manifestação dessa nossa intuição, uma capacidade de conhecimento que eu e você temos, mas que nem sempre valorizamos, é verdade. Porém, está na hora de reavaliarmos nossa forma de tomarmos consciência sobre as coisas: os pressentimentos podem nos levar a tomar decisões melhores que as deliberações racionais. Para compreender, não basta pensar. É preciso sentir e, principalmente, intuir. A razão tem razão? Não é difícil entender por que muita gente ainda torce o nariz para a intuição. Hoje o modelo de conhecimento que temos no mundo moderno ocidental ainda é muito embasado pelo pensamento racional e lógico. "É algo que herdamos dos gregos há mais de 2 mil anos", afirma o psicoterapeuta e filósofo Ari Rehfeld. Uma frase do tipo "eu acredito que seja assim por pura intuição" dificilmente vai convencer um amigo ou um chefe. Por sabermos disso, tratamos de sabotar internamente nossos sinais particulares, não dando a devida atenção a eles. O pior é que desperdiçamos, assim, uma poderosa ferramenta para tomarmos decisões muito melhores. A intuição é uma aptidão que todos nós temos, mas que precisa ser desenvolvida - assim como a própria capacidade de pensar. É aquela percepção ou decisão que aparentemente não tem uma explicação lógica e que até contraria o senso comum, mas que no fim das contas faz todo o sentido. Ela funciona como um guia interno, que se manifesta através de um conhecimento não-linear. "Por isso a intuição aparece através de sensações inexplicáveis, insights, sonhos, ou de uma voz interna que parece dizer ‘sim, isso está certo’ ou ‘isso não vai funcionar’", diz a psiquiatra americana Judith Orloff, autora do livro Second Sight ("Outro olhar", numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil). É difícil explicar a intuição porque ela é como um lampejo, uma resposta imediata que nossos neurônios constroem diante uma situação. "Um pressentimento sempre nos inquieta porque não sabemos de onde ele surgiu, ele não vem a partir de um raciocínio consciente, mas de um lugar desconhecido da nossa mente", escreve Judith. A lógica e os modos conscientes de pensamento monopolizaram nossa forma de compreender o mundo. Mas, no entanto, a lógica é apenas umas das muitas ferramentas úteis de que a mente pode se valer. "Até porque há informações e percepções que vão direto para o inconsciente, sem passar pelo filtro do nosso consciente", complementa Rehfeld. Filósofos como Platão já valorizaram a intuição como um ponto de partida para suas ideias. As sacadas surgiam intuitivamente e, depois, eles tratavam de colocá-las à prova sob a luz do racionalismo. "Mas hoje vivemos num mundo em que não temos tempo de parar e intuir. Estamos condenados ao ritmo do pensamento racional", diz o psicoterapeuta. Menos é mais Em plena era da informação, sofremos mesmo do mal do "pensar demais". Tanto que, de muito raciocinar, sobrecarregamos toda a capacidade de atenção do cérebro, comprometendo a saúde da mente. Como resultado, acabamos entregues à depressão e à ansiedade. Pensar demais e saber demais podem se transformar em um problema. Durante uma viagem à Itália, a musicista Abbie Conant foi convidada a fazer um teste para a Filarmônica de Munique. Os 33 candidatos tiveram que tocar atrás de uma tela, que os tornava invisíveis ao comitê de seleção. Conant se concentrou para fazer uma apresentação perfeita, mas errou uma nota. Ela pensou que seria desclassificada. Mas todos do comitê estavam estarrecidos com o que tinham ouvido. O diretor da Filarmônica ficou tão excitado que despachou de volta os candidatos que ainda não tinham se apresentado. Mas, quando chamaram Conant, ficaram surpresos - e decepcionados - por ela ser mulher. Mulher e trombone não combinavam para o diretor da Filarmônica. E, apesar de ter vencido todas as rodadas de audições, ela entrou para a orquestra contra a vontade do diretor que, um ano depois, a rebaixou para segundo trombone. Conant ficou tão indignada que levou o caso para os tribunais. Como provas, fez uma batelada de exames: soprou em máquinas especiais e teve até seu sangue examinado para comprovar sua capacidade de absorção de oxigênio. Todos os resultados foram acima da média. Só depois de oito anos, por determinação da justiça, é que ela foi reintegrada à posição de primeiro trombone. A história é contada no livro Blink - A Decisão num Piscar de Olhos, do jornalista americano Malcolm Gladwell, e mostra que, se tivessem levado em consideração apenas a primeira impressão da audição de Conant, os membros da Filarmônica teriam uma grande artista como primeiro trombone desde o começo. "Mas, por acharem que ela poderia ser frágil para um instrumento tão masculino, resolveram dar crédito ao pensamento racional, que indica que as mulheres são menos aptas a instrumentos que exigem maior fôlego, e não ao que tinham ouvido", escreve o jornalista. Isso também acontece com muitos de nós. O ato de pensar objetivamente nas razões pode levar a decisões que nos deixam menos satisfeitos. Analisar todos os lados da questão pode não ser uma boa tática. A mente intuitiva A questão é que nem que nos esforcemos muito podemos tomar todas as decisões da nossa vida sob o crivo da razão. Nossa mente trabalha melhor relegando ao inconsciente uma boa parcela do pensamento racional - ela não daria conta de tudo, se não usasse esse artifício. Por causa disso, a própria evolução dotou nossa mente da capacidade de reagir antes mesmo de pensar quando estamos diante de uma situação de risco - a intuição é, portanto, uma aptidão evolutiva. "O instinto que nos faz hoje optar por algo que conhecemos equivale ao instinto de sobrevivência no mundo selvagem. Podemos escolher uma refeição com ovos verdes, mas você não escolheria uma opção menos exótica, se pudesse?", questiona o professor de Psicologia da Universidade de Chicago, Gerd Gigerenzer, no livro O Poder da Intuição. "Quando optamos por alimentos que conhecemos, obtemos as calorias necessárias sem perder tempo de arriscar a sorte para saber se a refeição exótica é tóxica." Antes mesmo que você considere o ovo colorido, sua mente já mandou um recado que é melhor comer o velho ovo com clara branca e gema amarela. A intuição permite à nossa mente colocar alguns comportamentos e decisões em piloto automático. "Pensar toda vez em como se anda de bicicleta ou como se deve sorrir nem sempre é melhor do que fazer ambas as coisas de forma automática. As partes inconscientes da mente são capazes de decidir sem que nós - ou o eu consciente - conheçamos as razões", afirma Gigerenzer. Somos capazes de fazer uma viagem inteira dirigindo por uma estrada com buracos e condições adversas sem sequer racionalizar uma parte do trajeto sequer. Mas isso só foi possível depois de a mente ter adquirido conhecimento suficiente para poder relegar ao inconsciente a tarefa de conduzir a direção. O mesmo ocorre com nossa intuição. Afinal, nós só temos intuições a partir de experiências, de informações e do conhecimento que obtivemos, voluntariamente ou não. "Na verdade, a natureza dá ao ser humano um potencial, e a prática ao longo do tempo se transforma numa capacidade." A mente intuitiva se adapta e age com economia valendo-se do inconsciente, das aptidões evolutivas e dos métodos empíricos que desenvolvemos no decorrer da nossa vida. Eles consistem em procurarmos nos ater à informação mais relevante e ignorar o resto. Na maior parte das vezes, os pressentimentos se baseiam num volume surpreendentemente pequeno de informações. Como no caso de uma proposta de emprego em que o salário é ótimo, mas, segundo aquela sua amiga, o chefe do departamento é um grosso e o clima organizacional, bastante tumultuado. Empiricamente, a única informação que você pode comprovar é que o salário oferecido é o triplo do que você ganha. A relação pessoal da sua amiga com o chefe e a equipe pode ser relativa - ou um problema só dela. Vai de você confiar na informação de que dispõe ou levar em consideração tudo o que ouviu. Por isso, a intuição tem a ver com palpites, com os riscos que corremos e que só a vivência e a experiência vão nos mostrar se acertamos ou não. Atenção aos sinais As pessoas que resolvem seguir sua intuição e se dão bem passam a dar mais valor aos avisos e sinais que o inconsciente lhes dá. A cantora Tiê sempre foi de dar ouvidos aos seus pressentimentos. "Se eu cismo com uma coisa que acho que pode não ser legal, não faço. E é muito difícil alguém me convencer do contrário", diz. Ela já se negou a participar de shows simplesmente por achar que não valeriam a pena - ao mesmo tempo que aceitou fazer outros em lugares aparentemente nem tão legais mas que sua intuição dizia ser a melhor escolha. "E é engraçado que meus palpites sempre se comprovam." Tiê também usa sua intuição na hora de criar e compor. Dá mais valor às ideias que surgem espontaneamente e dificilmente fica pensando e alterando notas e palavras depois. "Dos cinco sentidos, acho que o olfato é o que eu tenho mais apurado, por isso costumo brincar que a intuição é o olfato da mente, porque nos permite farejar de longe as coisas. Dificilmente a gente se engana com um cheiro, né?" Intuir, na verdade, significa utilizar um outro sentido de que dispomos além da visão, da audição, do olfato, do paladar e do tato. É mesmo como um "sexto sentido" colocado à nossa disposição e que nos ajuda a melhorar nossa relação com o mundo e facilitar nossa vida. E da mesma forma que, quanto mais nós ouvimos, melhor reconhecemos um ruído, quanto mais usamos a intuição, melhor conseguimos aproveitar os pressentimentos. A intuição melhora com a experiência sem que a gente se dê conta. Um ótimo executivo é capaz de prever se um produto vai ter sucesso de mercado mesmo que as pesquisas que sua empresa encomendou indiquem que não - e que não consiga explicar logicamente seus argumentos. Isso porque, em anos de carreira, teve experiências suficientes para conhecer o mercado e armazenar registros inconscientes. Claro que não significa que ele tenha poderes sobrenaturais, mas que aprendeu a perceber os sinais que sua mente dá mesmo quando as coisas não pareçam ter lá muita lógica. Isso só é possível através do conhecimento que temos - do mundo que nos cerca e de nós mesmos. É o autoconhecimento, aliás, que nos permite reconhecer os pressentimentos que a nossa mente tem. Porque é fácil confundir intuição com desejo e com medo. Se estamos em um relacionamento que nos faz mal, por exemplo, é fácil intuir que precisamos buscar uma nova forma de ser feliz. Mas isso diz respeito a um desejo interno, que nem sempre é tão claro e que, por causa disso, pode ser erroneamente interpretado como intuição. "Uma pessoa que tem a sensação estranha de que seu avião pode cair precisa ponderar se não se trata de um medo que ela mesma tem de voar. Porque a mente de um fóbico tende a projetar todos os riscos relacionados a um medo", diz a psicóloga Virgínia Marchini, diretora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo, em São Paulo. Se estivermos realmente atentos aos sinais do inconsciente, defende Virgínia, aumentamos nossa capacidade de usar nossa intuição e de decidir acertadamente. Para que isso ocorra, precisamos estar com a mente mais tranquila possível - afinal, quanto maior nosso nível de estresse e de ansiedade, menor a acuidade dos nossos sentidos. "Nervosos e agitados, somos menos propensos a sentir gostos, diferenciar cheiros e, consequentemente, perceber pressentimentos", diz. A intuição depende de um estado mental de relaxamento. As pesquisas indicam que, nesse estado, a mente intuitiva não precisa de mais de dois segundos para que seja capaz de tomar decisões. Confiar (e agir) Desenvolver a intuição significa adotar uma postura mais reflexiva e trabalhar a autoconfiança. Apostar naquilo que você percebe e sente. Dedicar-se um tempo ao silêncio e ao recolhimento ajuda. Registrar e interpretar sonhos e impressões, também, porque essas práticas facilitam o acesso ao mundo interno, assim como ler, conhecer, assistir, viajar. Outros sinais aparecem em nosso próprio corpo, não apenas na mente. Sintomas físicos como insônia e agitação podem indicar desconforto com uma situação ou decisão que se esteja pensando em tomar. "Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento de que necessita em seu próprio interior", escreveu o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, um defensor da intuição. Precisamos só estar abertos a identificá-los, já que, afinal, tendemos a viver tão melhor à medida que percebemos o que nos rodeia. Intuir, portanto, é enxergar melhor o mundo olhando para dentro de nós mesmos. Por isso é preciso confiar nas nossas próprias intuições. De nada adianta abrir uma comunicação com o inconsciente se esse conhecimento não impulsionar ações. "A intuição é vivencial, precisa ser praticada", diz a psicóloga Virgínia. Assim como precisamos experimentar relacionamentos para quebrar a cara ou colocar a mão no fogo para perceber que ele queima. E viver é mesmo correr riscos, fazer apostas. E, para isso, nem sempre basta apenas pensar. Fonte: http://vidasimples.uol.com.br/noticias/pensar/o-poder-da-intuicao.phtml#.WURyo1QrIpt


foto por Maria Júlia Zoccal Bresser
23 anos e recém-formada em Psicologia. Sonhadora, questionadora e busca encontrar uma resposta para todas as coisas que acontecem. Apaixonada pelos seres e pela vida!



{{'2017-06-12'| date:'longDate'}} QUANDO O EGO FALA, A VERDADE CALA

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“Você deve transcender o seu ego e descobrir o seu verdadeiro ser. O verdadeiro ser é a parte permanente, é a parte mais profunda de você. É sábia, amorosa, segura e cheia de alegria.” Mas afinal, o que seria o ego? Sabemos que muitos de nós vivemos na superfície, nos perdemos no titubear das aquisições apreendidas nas vertentes sociais que assistimos pelas janelas da mídia. Muitas vezes o que movimentará o ego serão essas possíveis vertentes sociais. Tantas vezes nos comportamos de forma onde seremos o que condenamos nos olhos do vizinho, onde primaremos, infinitas vezes, pelo erro de conduta, demonstrando total falta de percepção acerca de si mesmo e da sociedade em que estamos embarcados. Tendemos a valorizar quem tenha algum tipo de status, onde aquele que tem pouco é visto como indivíduo inferiorizado perante os demais. Não sabemos bem ao certo medir as coisas com exatidão e erramos na dosagem, quando o assunto é diminuir nosso semelhante. Afinal, quem somos nós? Acredito que somos todos compostos de finitudes viscerais e que todos aqui, apesar de nossas limitações, somos basicamente e intrinsecamente iguais. Agimos em conjunto e o inconsciente coletivo encontra-se movimentando suas falanges a ponto de nos obscurecer a visão. Tendemos a valorizar, em sociedade, quem tenha algum tipo de status, isso movimenta o ego da coletividade. Mas afinal, para que serve o ego? Para Jung, o ego é a parte que constitui a mente humana, que funciona como um processo funcional composto por tudo que vemos, convivemos e percebemos. É, portanto, muito mais do que o que chamamos de “Eu”. Seria uma junção de lembranças, sentimentos e ideias que posicionam nosso comportamento e nos torna conscientes. Desde que nascemos, aprendemos a agir mascarando nossa essência. O ego serve para que possamos nos proteger, de forma que, muitas vezes, estaremos negando nossas virtudes. Tudo aquilo que tem alma, que tem vida, que brota do nosso lado de dentro, é a manifestação pura de nossos impulsos originais, como o amor transcendental, por exemplo. O amor nos protegerá, em muitas circunstâncias, de nós mesmos. É ele quem irá nos conduzir quando tudo em volta for escuridão, quando estivermos naufragados nos mares das incertezas que permeiam nossas obscuridades. Como disse Thomas Hobbes, “O homem é o lobo do próprio homem”. O homem perseguirá a si mesmo toda vez que sentir-se insuficiente e diminuído perante os demais. Ele se sentirá diminuído quando seu ego estiver exaltado, quando não estiver falando abertamente e profundamente com o seu eu verdadeiro, que é a sua alma. Uma conversa sincera e amorosa consigo mesmo evitará, pois, muitos dissabores que possivelmente viriam visitar almas que insistem em andar por ruas trevosas e escurecidas. Ser capaz de dizer a si mesmo que somos falíveis, que não somos perfeitos, que erramos, que podemos ser maculares, inacabados, fará com que possamos dar novos passos rumo a melhores resultados na primazia de nossas atribulações cotidianas. Valerá a pena sermos íntegros, honestos e sinceros conosco, vibrando com a força amorosa que habita o interior de cada um de nós, atingindo, então, nossa excelência, com a certeza de que não devemos jamais buscar pela perfeição, pois isso deformaria nossa tentativa de sermos essencialmente humanos. Tudo isso nos incumbirá, na tarefa de resguardarmos a nós mesmos, de nos protegermos enquanto indivíduos capazes de aprender com nossas deficiências, enaltecendo a pérola que reside dentro de nosso mundo interno, valorizando aquilo que tem alma, aquilo que tem vida e que fale diretamente com o nosso coração. Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/quando-ego-fala-verdade-cala/


foto por Karen Costa
Engenheira de Alimentos, formada pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Gosta tanto das pessoas quanto gosta dos números. Apaixonada por viagens e por aprender cada dia mais, pois cada momento apresenta uma oportunidade para ser aproveitada. Acredita que a vida é feita de sonhos e vontade para realizá-los.



{{'2017-06-12'| date:'longDate'}} Se escolher amar uma mulher desperta

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"Se escolher amar uma mulher desperta, entenda que estará entrando em um território novo, radical e exigente. Se escolher amar uma mulher desperta não poderá continuar adormecido. Se escolher amar uma mulher desperta cada parte da sua alma será despertada, não apenas seus órgãos sexuais, mas também seu coração. Mas, se pretende uma vida normal, siga com uma mulher normal. Se deseja uma vida dócil, encontre uma mulher que decidiu ser submissa. Se deseja apenas mergulhar o dedo do pé nas águas que correm de Shakti, mantenha-se com uma mulher correta, que ainda não mergulhou na fúria do oceano sagrado feminino. É fácil amar uma mulher que ainda não ativou seus poderes sagrados internos, porque ela nada exigirá. Ela não te porá à prova. Ela não exigirá que te tornes o mais alto Ser que podes ser. Ela não acordará as partes esquecidas e anestesiadas do seu Espírito pedindo que se lembre que há mais possibilidades de vida do que isso. Ela não vai olhar fundo em seus olhos cansados e enviar raios de Verdade através do seu corpo, balançando-o acordado e sacudindo seus desejos perdidos há muito dentro de você. Se isso não for suficiente para você - se o seu coração, corpo e espírito anseiam pela "Outra Mulher" - então deve saber que está prestes a transformar a alma. Deve saber que está fazendo uma escolha séria com consequências cármicas. Pois, se decidir adentrar a aura e o corpo de uma mulher cujo fogo espiritual está queimando, então saiba que estas ansiando por um certo nível de risco e perigo, com o propósito de crescer. Uma vez que começa a amar uma mulher dessa natureza você deve aceitar a responsabilidade. Sua vida não será mais confortavelmente sonolenta o tempo todo. Sua vida não permitirá que fique preso aos velhos sulcos e rotinas estagnadas, pois ela - A Vida - assumirá radicalmente novo sabor e aroma. Você será inflamado pela presença do selvagem feminino e irá sintonizar-se com o chamado Divino. A escolha de ser sexualmente e amorosamente íntimo de uma mulher desperta, é para os homens que precisam de coragem para caminhar sem medo do desconhecido. Mas esse homem, vai colher recompensas além da compreensão da sua mente. Ela o levará a mundos desconhecidos de mistério e magia. Ela vai levá-lo hipnotizado e meio entorpecido de amor, às florestas selvagens do êxtase sensual e de admiração. Ela não vai fugir da sua "escuridão", porque a sua escuridão não vai assustá-la. Ela falará palavras que a sua alma entende. É um risco enorme amar uma mulher desperta, porque de repente não há um lugar para se esconder. Ela vê tudo, para que ela possa amar com profundidade. Amar uma mulher como essa é escolher começar a viver com a sua alma no fogo. Sua vida nunca mais será a mesma, uma vez que convidou essa energia para entrar. Certifique-se, caso escolha amar uma mulher desperta de que escolheu por não passar o resto da vida olhando para trás sobre o seu ombro, tentando enxergar mais uma vez a visão turva de mistério feminino que desapareceu de sua vista. Pois ela terá voltado para as estrelas e galáxias distantes do céu...de onde ela veio." Escrito por: Sophie Bashford


foto por Maysa Bilaque
23 anos e estudante de Odontologia, tem sede de viver e de alcançar seus sonhos. Busca consciência e autoconhecimento para desfrutar melhor tudo o que a vida nos proporciona com amor, luz e gratidão.



{{'2017-06-05'| date:'longDate'}} Um homem, muitas vidas

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É sempre possível reinventar a vida, trilhar novos rumos e descobrir mais e mais encruzilhadas. Quantas vezes deixamos de rea¬lizar algum anseio por achar que é tarde para recomeçar ou transformar nossa vida? Encruzilhadas, opções estão sempre aparecendo, mas falta coragem. Muitas vezes sou procurada para ajudar nessas curvas de destino. A teoria me diz que é possível, mas nada como uma história verdadeira para acreditar. Para o primogênito de um ferroviário, a universidade oferecia poucas opções: médico, advogado, engenheiro. Naquela época, arquiteto e psicólogo não eram destinos plausíveis. Estudou engenharia, militou em tempos de repressão. Apaixonou-se por uma mineira, companheira de política, e, perseguidos, tiveram que sumir. Foram parar no interior. Mas as aspirações estéticas e ideológicas contaminavam o pragmatismo do engenheiro civil. Projetou formas inéditas e com elas desenhou o campus da universidade onde leciona até hoje, o museu antropológico, casas. Era arquiteto, educador e político. Basta? Para ele, não. Guloso de novidades, foi analisar-se. Apaixonou-se novamente, dessa vez pelo caminho aberto por Freud. Nada o impediu de voltar para a mesma universidade onde é professor, cursou psicologia, estuda psicanálise. Já tinha quase 60 quando se formou e hoje tornou-se psicanalista. Provavelmente seus pacientes têm oportunidade de projetar para suas vidas formas tão criativas quanto as que ele encontrou. Quantas vidas ele teve? Todas as que quis. Talvez, relativo à vocação, possa se aquietar, pois um psicanalista vive muitas vidas além da sua. Quem clinica é testemunha e promotor de viradas surpreendentes ou, ao contrário, de situações em que se reencontra o eixo anterior, que parecia perdido. Ele não é meu paciente, é meu tio, e graças a ele não tenho dúvida de que a vocação é algo muito maior que um conjunto de dons. Aprendi que o norte são desejos inesperados, inexplicáveis, e sobre a tenacidade em realizá-los. Se para um homem cujas opções cabiam nos dedos de uma mão a vida abriu-se em leque, imagine hoje! Além das mais inusitadas profissões possíveis, o jovem sabe que as oportunidades e vivências o transformarão de modo imprevisível. Outrora, poucos ousavam sonhar, descobrir novidades em si mesmo. Mas não há por que se apoquentar, podemos nos inspirar nessa e em tantas histórias assim. Para seu pai, chefe de estação, os caminhos seguiam os trilhos, não havia como nem por que descarrilhar. O filho, pioneiro de um tempo de roteiros indeterminados, descobriu o número infinito de linhas com que se pode projetar e percorrer a própria existência. Uma história e tanto, que hoje pode ser a de qualquer um. Fonte: http://vidasimples.uol.com.br/noticias/horizontes/um-homem-muitas-vidas.phtml#.WQy_Be4rIps


foto por Maria Júlia Zoccal Bresser
23 anos e recém-formada em Psicologia. Sonhadora, questionadora e busca encontrar uma resposta para todas as coisas que acontecem. Apaixonada pelos seres e pela vida!



{{'2017-06-05'| date:'longDate'}} Promessas são dívidas!

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Como dizem: “promessas são dívidas”… …mas essas dívidas, muita gente se esquece de pagar, como se fosse muito simples prometer tendo a clareza de que um dia as pessoas se esquecem das promessas e fica tudo bem, mas não é bem assim… As pessoas não costumam esquecer o que lhes foi prometido… Apenas resolvem não cobrar… Mas até que você não se explique ou até que pague “sua dívida”, tenha a certeza de que a outra pessoa sempre se lembrará dela (s) … Por mais simples e insignificante que possa ser a promessa, cumpra-a. Isso te dá credibilidade e mostra que as suas palavras têm valor porque não foram rasas a ponto de se perderem, mas foram tão profundas quanto a sua atitude em torná-las reais e palpáveis! Se você prometer amar, ame… Se prometer amizade, não a quebre… Se prometer ser fiel, seja… Se prometer ajudar, estenda a mão… Se prometer, cumpra… Porque promessas são dívidas que só podem ser pagas com atitudes! Se você não vai cumprir, o melhor a fazer é não prometer… Sempre cumpra suas promessas para não encontrar alguém que te deixe esperando por algo que nunca fará por você porque não é só você que pode quebrar promessas… Tenha isso sempre claro… Sim, porque as leis da colheita e do retorno nunca falham… Se um dia já quebrastes promessas com alguém, outros terão o prazer de quebrá-las com você e nem poderá julgá-las… Como podemos julgar um erro alheio, se já tivermos cometido o mesmo erro? … Seria até engraçado… Querer cobrar algo que nós não fazemos é ser hipócrita… Em um mundo volúvel onde tudo parece que se resume em palavras e no abuso delas que são ditas como se não fossem tóxicas, em vez disso são entendidas como capazes de resolver todos os problemas do mundo… As palavras são, sim, lindas, mas não bastam! Falar palavras bonitas, encantar os outros com elas, iludir com promessas que nunca serão cumpridas, é muito pior do que silenciá-las… O silêncio é muito mais virtuoso quando as palavras não forem sinceras… Se você não quer prometer com medo de não poder cumprir a sua promessa, o melhor que faz é não prometer, porque quem não promete, mas faz, acaba surpreendendo e nada melhor do que uma surpresa que vale a pena do que uma promessa que se quebra e que destrói a nossa credibilidade, rompendo as barreiras da confiança. Quando você promete algo a alguém, acende uma chama que só se apaga quando essa promessa é cumprida porque, por mais que o tempo passe, mesmo que bem fraquinha, essa chama sempre estará presente guardada dentro da pessoa a quem prometeu… Sim, as fagulhas sempre existirão porque são semelhantes às esperanças que nunca se acabam porque pensamos “pode ser que até hoje essa promessa não foi cumprida, mas quem sabe um dia… quem sabe hoje ou amanhã”. Por isso, insisto que promessas são atitudes em forma de palavras e elas devem ser sempre cumpridas, porque falsas promessas ou promessas quebradas são como perfume sem cheiro, sorvete sem sabor e pessoas sem honra… Promessas não cumpridas são apenas palavras que se aproximam à ilusão, são tóxicas e capazes de destruir algo mais valioso do que diamantes: a confiança! Escrito por Patrícia Regina de Souza Fonte: https://osegredo.com.br/2017/05/promessas-sao-dividas/


foto por Isabella Pederçole
Estudante de Engenharia de Produção, começou a participar do Free Mind em Agosto/2016 e busca desde então a consciência e a presença para aprender constantemente tudo que a vida pode proporcionar. Acredita que a vida é sentida e vivida quando o termo gratidão toca o coração.






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