{{'2017-12-28'| date:'longDate'}} SE 2017 FOSSE UMA PESSOA, O QUE VOCÊ DIRIA PARA ELA?

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O Grito já estava aos berros quando Eu cheguei ao local da reunião. Ele pedia para todos os participantes correrem porque a reunião já ia começar. No centro do encontro estava a Agregação, que pediu que se formasse um círculo. Ela iniciou uma fala explicando que o objetivo do encontro era debater sobre o discurso que fariam na festa de confraternização de final de ano que estavam organizando. Eu comecei a observar. A Reflexão, que estava atenta, pediu a palavra e propôs que a reunião respondesse, então, à seguinte pergunta, que poderia ajudar na elaboração do discurso: se 2017 fosse uma pessoa, o que você diria para ela? Antes mesmo de a Reflexão terminar de explicar a proposta, a Impaciência interrompeu a reunião e questionou o porquê de fazer esse arrodeio desnecessário e propôs que os presentes tratassem logo do objetivo principal da reunião. Ela esbravejou e disse que se o ano de 2017 fosse alguém, diria para ele que está chateada, pois ele não lhe proporcionou Tempo suficiente para fazer tudo o que queria. Já que foi citado, o Tempo levantou a mão e pediu para a Impaciência que se acalmasse, vivesse no presente e deixasse o futuro no futuro, pois tudo tinha o seu tempo. A Raiva, que é muito amiga da Impaciência, se irritou com a fala do Tempo, se levantou impulsivamente e falou exaltada para ele ficar calado, pois o Tempo nem existe, é uma mera convenção feita para organizar a dificuldade humana de viver no presente. Além disso, gritou enfurecida que, se 2017 fosse uma pessoa, diria a ela para desaparecer da sua vida porque sofreu muito com a sua companhia, já que foi um ano cheio de caos. A Calma se sentiu na obrigação de intervir. Ela se levantou, se aproximou da Raiva e, com um tom de voz brando e doce, pediu para ela se sentar, além de reivindicar que todos fossem ouvidos. Antes mesmo de a Calma terminar a sua fala, o Egoísmo, que estava sentado um pouco à frente, quase no centro do círculo, questionou quem seriam os convidados para a festa, porque ele defendia que a confraternização fosse organizada apenas para eles. Emendou dizendo que, se 2017 fosse uma pessoa, a chamaria de rebelde, porque ela não tinha feito tudo o que ele queria. Respondendo ao Egoísmo, a Agregação afirmou que a celebração era destinada a todos e que, se 2017 fosse uma pessoa, diria que ela é muito boa, pois lhe proporcionou conhecer muitas pessoas novas. A Solidariedade concordou com a Agregação e saiu em defesa de um discurso de união, compaixão e empatia. Afirmou, sem dúvidas, que diria ao ano de 2017, se ele fosse uma pessoa, que ela é muito solidária por ter ajudado tantas pessoas e perguntou aos demais se não tinham visto a quantidade de bondade que tinha ocorrido no ano. A Reclamação soltou uma gargalhada e disse que a fala da Solidariedade era linda, mas não fazia parte da realidade. Afirmou, ainda, que o ano de 2017 já “ia tarde” porque foi horrível e cheio de reclamações, julgamentos e críticas. Terminou sua fala perguntando por que estavam reunidos para debater sobre o melhor discurso para a celebração, se todo ano era a mesma coisa e sempre ia ter alguém que não ia ficar satisfeito e ia reclamar. A Tristeza concordou com a Reclamação e afirmou que esses julgamentos a deixavam muito triste. Disse cabisbaixa que, se 2017 fosse uma pessoa, pediria para ela sair de perto dela porque, por sua causa, aconteceram muitas coisas desagradáveis e tristes. E Eu, só observava. O Otimismo resolveu se manifestar e falou que o discurso da Tristeza estava muito dramático e que não era bem assim, já que, apesar de todos os desafios, 2017 tinha sido um ano de superação. Disse, ainda, que, se fosse uma pessoa, elogiaria a sua determinação e a sua perseverança. Angustiado e desorientado, o Foco pediu a palavra e afirmou que não ia conseguir colaborar com o discurso da festa se não houvesse foco, assertividade e organização. Perguntou, então, qual deveria ser o foco do discurso, se o apresentado pela Impaciência, pela Raiva, pelo Egoísmo, pela Reclamação e pela Tristeza, ou se o melhor discurso para a festa seria o apresentado pela Calma, pela Agregação, pela Solidariedade, pelo Tempo e pelo Otimismo. O Pessimismo, então, resolveu se manifestar e explanou que era claro que o melhor discurso deveria ser realista, já que o ano tinha sido horrível, cheio de crises. Durante essa fala, o Otimismo, que não ia muito com a cara do Pessimismo, começou a se remexer no local em que estava, mas conteve a sua frustração. A Compreensão, que estava ouvindo atentamente todas as falas, se levantou e, majestosamente, disse: “Bom, agora eu entendi porque a Reflexão propôs que imaginássemos o ano de 2017 como uma pessoa para ajudar a clarear qual seria o melhor discurso para a nossa festa. Ficou evidente que existe uma diversidade de pensamentos aqui. Sendo assim, a avaliação sobre a pessoa que foi o ano de 2017 depende de quem está avaliando e de como essa pessoa enxerga e interpreta a realidade. E mais: a pessoa que está julgando o ano de 2017 só vai conseguir fazer a avaliação de acordo com os pensamentos que tem dentro de sua mente porque são eles que guiam seus sentimentos e ações”. O Silêncio, que estava atrasado para a reunião, se fez presente no local e ficou ali por exatos 2 minutos ao lado da Reflexão. Nesse momento, a Paz abriu um sorriso radiante. O Grito não aguentou por muito tempo, ficou muito angustiado com a presença do Silêncio e começou a questionar qual seria finalmente o melhor discurso para a festa. Todos começaram a falar ao mesmo tempo e por isso o Silêncio se retirou da reunião. E Eu, só observava. A energia pesada do ambiente só melhorou quando os presentes avistaram uma cadeira de rodas se aproximando. Era a Esperança, que estava adoentada, sendo empurrada numa cadeira de rodas pelo Amor. Após pedir desculpas pelo atraso, o Amor disse: “O Otimismo me contatou dizendo que estava acontecendo um debate importante aqui e por isso eu vim e me esforcei para trazer a Esperança. Eu sei que ela está um pouco adoentada e frágil, mas não podemos perder a perseverança e a fé, pois a nossa jornada fica mais leve quando temos esperança. A festa de virada de ano da qual vamos participar é como se fosse uma fase de encerramento e início de ciclos. A celebração do ano que finda sempre marca conquistas, manifesta gratidão e é muito importante, porque é uma forma de atrair energia positiva para lidar com os próximos desafios e conquistas do ano vindouro. Nesse sentido, eu escolho enxergar a virada do ano como oportunidade, possibilidade de renovação e de mudança. Eu acredito muito que atraímos aquilo que pensamos e a escolha é nossa entre avaliar o ano de 2017 a partir da Raiva, do Egoísmo, da Tristeza, da Reclamação e do Pessimismo ou levando em consideração a Calma, a Solidariedade, a Agregação e o Otimismo, sendo que essa escolha será a fonte da energia que vai fluir nessa fase de renovação de ciclos. Se 2017 fosse uma pessoa, como qualquer ser humano, cometeria erros e acertos. Mas nós podemos escolher onde colocar o nosso foco. E eu escolho colocar o foco nos acertos para continuar acertando e observar os erros para aprender com eles sempre com muita aceitação, amorosidade e esperança. Portanto, nós não precisamos escolher o melhor discurso que foi dito na reunião, pois todos estão certos de acordo com o seu próprio entendimento, mas sim construir de forma colaborativa um discurso sobre aceitação, tolerância, integralidade, gratidão e, principalmente, esperança”. A Esperança se levantou da cadeira de rodas com um sorriso exultante e puxou uma salva de palmas que contagiou todos da reunião. O discurso estava escolhido e teve como título: A escolha é sua! Observando toda a reunião, Eu percebi que cada um vai julgar o ano de 2017 de acordo com o que tem em seu interior, pois tudo que enxergamos está dentro nós e não fora. Se 2017 fosse uma pessoa, Eu escolheria vê-la com aceitação e gratidão, pois é nisso que decido focar em mim, e diria para ela: “Eu aceito tudo que me proporcionou nesse ano, o bom e o ruim, pois, aceitando, posso agir de acordo com a realidade para transformá-la; e eu te agradeço por todos os momentos de sucesso dos quais pude desfrutar e de fracassos de onde tirei muitos aprendizados para evoluir e poder ser a minha melhor versão em 2018, com a esperança de que será um ano de muitos ensinamentos e vitórias.” E você, se 2017 fosse uma pessoa, o que diria para ela? Onde você colocará seu foco para avaliar o ano de 2017? Escrito por: Eugênia Lacerda Revisado por: Maíra Souza


foto por Eugênia Lacerda
Personal Coaching e Servidora Pública Federal. Acredita na positivação da mente como base para a felicidade.



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